A Justiça de Alagoas atribui pelo menos quatro mortes ao pai de Eloá, que continua foragido. Ele é acusado de fazer parte da Gangue Fardada, um grupo de extermínio formado por policiais que atuou durante 20 anos no Estado.
O ex-governador Ronaldo Lessa assistiu pela TV ao seqüestro e morte da estudante Eloá. Levou um susto quando soube que o pai da jovem, Aldo José, era na verdade o ex cabo Everaldo Pereira dos Santos, um dos acusados pela morte de seu irmão, delegado Ricardo Lessa, em 1991
Everaldo era um dos integrantes da chamada Gangue Fardada de Alagoas. Um grupo de policiais liderado pelo ex-coronel Manuel Cavalcante. Hoje, o líder do grupo cumpre pena no presídio de Catanduvas, no Paraná, enquanto Everaldo vivia escondido em São Paulo com o nome falso de Aldo José.
Durante 20 anos a gangue fardada foi um grupo de extermínio envolvido também com seqüestros assaltos roubos de carga. Chegou a ser temida até por governadores. Uma das últimas vítimas da gangue era parente do atual presidente da Ordem dos Advogados de Alagoas. Funcionário da Fazenda Estadual, morreu metralhado depois de anunciar a cobrança de dívidas dos maiores sonegadores do estado.
Everaldo continua foragido e nega a autoria dos crimes. Para o advogado, ele não deve se apresentar, já que os crimes prescrevem em três anos.
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